Sou....

Sou aquilo que sou!

Por vezes tranquila, outras vezes um turbilhão.

Dentro de mim pairam tantas....tantas ideias que não parece ter fim!

Sou o vazio cheio.

Sou a inconstância na constância.

A incerteza na certeza.

Nada mais sou que uma mulher!

Mulher cheia de sonhos,

mulher cheia de medos,

mulher que ama intensamente!

Uma mulher como todas as outras! 

Gosto do belo,

gosto do inverno,

gosto da solidão. 

Sou aquela que caminha na procura da perfeição, sabendo que perfeição não existe. 

Sou um pouco de tudo e um pouco de nada. 

Amo intensamente!

Sofro intensamente!

Sou mulher do Minho, Mulher de coração grande!

Mulher que nasceu para amar e ser amada. 

MULHER.....simplesmente uma mulher!

Em tempo de férias

Pensar no que escrever em férias não é fácil!


Viajar é uma terapia para o corpo, alma e sobretudo uma terapia para o conhecimento. Temos a sensação que nosso cérebro está de novo em estado inicial: virgem! Alimenta-se de todos os cheiros, sons e imagens que o rodeiam. Dou por mim a pensar : o como precisava disto! Deste tempo de descanso, desta renovação mental e espiritual.
A vida é feita de momentos! Tento reter aqueles que me são especiais, aqueles que de alguma forma me influenciaram e me ajudaram a crescer nesta montanha que é a vida.
Sim , estamos todos numa longa caminhada onde, e no horizonte, há um cume onde queremos chegar. Mas será que queremos mesmo chegar a esse cume? Será que a verdadeira beleza das coisas está no topo? Não me parece. O que realmente nos faz melhores, nos faz sentir vivos e nos faz querer mais é a subida, o caminho que nos leva a esse ponto alto. Somos seres de aprendizagem, somos aquilo que somos e queremos, ansiamos pelo conhecimento, ansiamos crescer e ser felizes. Subimos degraus para logo depois os descer e para quê? Para aprender cada vez mais, para fazer alguma coisa que tenha sido deixada para trás. Somos eternos aprendizes, somos exploradores de formas de amar, somos seres que procuram incessantemente a felicidade.


Escrever em férias não é fácil....

 

Sejam Bem Vindos

Cristina Dantas

Depois de muitos anos.....

Depois de um longo período, depois de já ter tido um blog, decidi que era a altura de criar um novo onde conseguisse escrever sobre a vida, sobre as amizades, sobre o amor, sobre coisas tão simples como tomar um café. O nosso quotidiano parece ser igual para todos mas, na verdade, cada um de nós imprime o melhor ou o pior de si, do eu que cada um é. Com base neste pensamento, depositarei o melhor e o pior de mim, ecreverei sobre coisas simples do dia a dia, sobre coisas que, possivelmente, todos já pensamos ou vivemos.

Vamos lá começar...........😀

Naturalidade: SOU ILHÉU

Uma amiga cantava As Ilhas de Bruma e eu pensava: porque eu também sou das ilhas de bruma!

Proveniente do continente, e a viver à anos nas ilhas dos Açores, deparei-me a refletir sobre o como me sinto em casa. 

Aprendi a ser ilhéu, pensei no como estas ilhas me adotaram como se de uma filha da terra se tratasse. Deparei-me, e à medida que a música avançava, que ser ilhéu é possuir um estado de espírito e alma particular, é saber deixar entrar o quente da lava em nós, é valorizar a pequenez que é tão grande e nos preenche por inteiro. 

Com o calor desta lava cresci, ganhei raízes num espaço que me adotou e encontrei pessoas maravilhosas que me preenchem a alma de uma forma tão particular. 

Ser ilhéu é respeitar o barulho das tempestades, o tremor da terra, abraçar a tristeza com a ajuda do vento, do cheiro a mar e das quatro estações. É saber respeitar a imensidão, é deixar que a lava, o basalto escorra nas nossas veias, é viver com intensidade.

E no meio destes pensamentos, a música continuava e a minha amiga cantava:

 

"É que nas veias corre-me o basalto negro

No coração a ardência das caldeiras.

O mar imenso me enche a alma,

E tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança."

 

E é assim que me sinto! 

E o que é isto? 

Nada mais do que sentir-me em casa!